Teste das Fábulas - Forma Pictórica

 

ISBN: 

 

TÍTULO: 

TESTE DAS FÁBULAS

AUTOR: 

JUREMA ALCIDES CUNHA, MARIA LÚCIA TIELLET NUNES

PÁGINAS: 

270

EDITORA: 

CETEPP

 

Forma Verbal e Pictórica Adaptação e Ampliação das Fábulas de Düss. As Fábulas de Düss em sua forma original também são publicadas por esta Editora. Jurema Alcides Cunha e Maria Lúcia Tiellet Nunes.

Finalidade e Indicações:

É uma técnica projetiva para exploração da personalidade que se destina à avaliação dos complexos infantis e para estudo das resistências. Pode ser aplicado a crianças a partir de 3 anos e, eventualmente, a adolescentes e adultos.

Material:
Manual
Conjunto de 12 pranchas
Protocólo de Aplicação

Tempo e forma de aplicação:

Sem limite de tempo, leva em média de 15 a 20 minutos. A aplicação pode ser individual ou eventualmente coletiva.

Descrição:

As Fábulas de Düss foram apresentadas em 1940, na Suíça, e publicadas em 1950, na França, sob a forma verbal. A versão pictórica brasileira foi desenvolvida por Cunha e Nunes e publicada em 1993. Em sua versão verbal o teste é constituído de 10 fábulas ou estórias, finalizadas com uma pergunta, que a criança deve responder completando a estória. Nas fábulas, o herói, que pode ser uma criança ou um animal, encontra-se em determinada situação representativa de uma fase de desenvolvimento do inconsciente (oral, edipiana, etc). O examinador conta as fábulas, anota as respostas e faz um inquérito cuidadoso para aprofundar as respostas, quando for necessário. Em casos excepcionais a aplicação pode ser coletiva, solicitando aos sujeitos que respondam por escrito.

A forma pictórica é composta por 12 pranchas, com ilustrações adequadas a cada uma das dez fábulas, que devem ser apresentadas ao sujeito junto com a forma verbal. Esta forma apresenta duas pranchas a mais que o número das fábulas pois há duas alternativas para a fábula 4, em função da idade, e duas para a fábula 8, em função do sexo. A versão pictórica é indicada entre 3 e 8 ou 9 anos de idade e a verbal, dessa idade em diante.

A avaliação exige um bom conhecimento psicanalítico e compreensão de manifestações simbólicas. Para facilitar a interpretação, as autoras propõem um sistema de categorização das respostas, descrevem fenômenos específicos que podem aparecer nas respostas, apresentam as respostas populares para cada uma das fábulas na faixa pré-escolar e na faixa escolar e também apresentam elementos para interpretação psicodinâmica de cada uma das fábulas. No final são acrescentados 8 casos ilustrativos avaliados.

Padronização:

A padronização no Brasil foi realizada com 120 crianças pré-escolares e 260 escolares (de 3ª e 4ª séries) da Grande Porto Alegre. Para os pré-escolares a administração foi individual e foi utilizada a forma pictórica acompanhada da verbal. Para os escolares aplicação foi coletiva, com a forma verbal. Foram construídas tabelas de respostas populares para todas as fábulas, para cada sexo e para os escolares e pré-escolares, exceto para a Fábula 10, que se destina ao controle das anteriores.

Precisão:

Em relação à forma verbal as autoras apresentam os dados de Peixotto (1956), que encontrou coeficientes de precisão significantes estatisticamente através do reteste para 70% das fábulas. Ao considerar o critério do psicodinamismo envolvido, apenas a fábula do enterro, apresentada sob a forma de viagem, não obteve um coeficiente satisfatório.

As autoras fizeram um estudo para comprovar a equivalência entre as formas verbal e pictórica. Verificaram que não há diferenças estatisticamente significantes entre as duas formas em relação à produtividade, nem em relação aos aspectos formais e psicodinâmicos.

Validade:

Cunha e Nunes estudaram um grupo de pré-escolares para determinar a significância de diferenças entre as proporções de respostas que envolvem indícios de uma mesma variável em fábulas diferentes. Concluíram que em quatro variáveis essa diferença é estatisticamente significante. Em outro estudo, empregando o CAT-A e as Fábulas, concluíram que o CAT-A é menos sensível do que as Fábulas para investigar o conflito edípico.