D70 - Teste de Inteligência não Verbal

F. Kourovsky e P. Rennes
Padronização Brasileira José Luciano Miranda Duarte

ISBN: 

978-85-85439-10-1

TÍTULO: 

TESTE D.70: MANUAL REVISADO E AMPLIADO

AUTOR: 

IRAI CRISTINA BOCCATO ALVES

EDIÇÃO: 

1

ANO DE EDIÇÃO: 

2007

PÁGINAS: 

132

EDITORA: 

CETEPP

 

Finalidade e Indicações:

Trata-se de um teste de inteligência geral, não verbal, que avalia de maneira relativamente pura o fator "g" de Spearman. Destina-se a adolescentes e adultos com nível de escolaridade equivalente ao Ensino Médio e Superior. Utilizado para diagnóstico clínico, seleção profissional e também na orientação profissional.

Material:

Manual revisado e ampliado
Caderno de aplicação
Folha de respostas
Crivo de avaliação

Tempo e Forma de Aplicação:

O limite de tempo é de 25 minutos. Pode ser aplicado individual ou coletivamente.

Descrição:

O Teste D.70 foi criado em 1970, na França, para ser uma forma equivalente ao D48, pois a ampla utilização do D.48, ao longo de mais de 20 anos, tornou-o demasiadamente conhecido. Da mesma forma que o D.48, os itens do D.70 também são apresentados em forma de uma seqüência de dominós. A tarefa do sujeito consiste em descobrir quantos pontos deveriam estar nas duas metades do dominó em branco, para que seja completada a seqüência, e então escrever os algarismos correspondentes na folha de respostas. O teste é constituído de 4 exemplos e 44 itens, dispostos em séries. Em cada série a forma de apresentação dos dominós mantém-se a mesma e os itens estão em ordem de dificuldade crescente. Os itens iniciais de cada série introduzem um novo princípio de raciocínio e, por isso, são mais fáceis que os últimos da série anterior. Os princípios empregados são os seguintes: identidade, simetria, alternância, progressão simples, progressão complexa ou intercalada, combinação de princípios prévios, adição, subtração e permutação das posições dos dominós. A avaliação é simples e rápida, através de crivo de correção. A resposta é considerada correta quando houver acerto nas duas metades do dominó, sem inversão. O total de pontos é convertido em percentil ou classes normalizadas.
O manual apresenta também dados referentes à análise de itens, com descrição dos raciocínios envolvidos e freqüências de acertos e dos erros mais comuns, bem como um exemplo de protocolo avaliado.

Padronização Brasileira:

A primeira padronização no Brasil (1988) foi realizada com 1.161 sujeitos, divididos em dois grupos. O grupo de escolares com 632 alunos do 2º grau, provenientes de 18 escolas sorteadas no município de São Paulo, tendo sido respeitadas as proporções em relação à idade, ao sexo e ao tipo de escola (pública e particular), de acordo com as s estatísticas oficiais. O grupo de adultos foi composto de 529 sujeitos, profissionais e candidatos a empregos em algumas empresas da cidade de São Paulo, com idade variando de 17 a 44 anos e escolaridade mínima de 2º grau incompleto. Foram construídas tabelas separadas para os dois sexos em 11 classes normalizadas e em percentis para escolares do 2º grau, para adultos com 2º grau e para adultos com 3º grau.
O novo Manual (2007) apresenta fundamentação teórica e novos estudos psicométricos brasileiros, que incluem normas, precisão e validade. A amostra de padronização foi constituída de 2108 estudantes de ambos os sexos (75% do sexo feminino e 23% do masculino), sendo 1966 universitários e 142 que estavam cursando o Ensino Médio, cujas idades variaram entre 15 e 69 anos. Os universitários foram provenientes de 18 universidades, de 19 diferentes cursos de três Estados: São Paulo, Minas Gerais e Paraná. O grupo de Escolaridade Média (antigo 2º grau) foi obtido em duas escolas, uma escola estadual de ensino regular, do Estado de São Paulo, e uma escola de ensino médio técnico em enfermagem, do Estado do Paraná. Na amostra 70% dos examinandos eram de universidades particulares e 30% de públicas. Foram construídas novas tabelas de normas para cada sexo e para cada nível de escolaridade, Ensino Médio e Ensino Superior.


Precisão:

O Manual apresenta dados de várias pesquisas de precisão. A precisão pelo reteste na pesquisa de 1988 foi de 0,88 e na nova pesquisa de 0,84. Os coeficientes de precisão pelo método das metades (par-ímpar), corrigidos pela fórmula de Spearman-Brown, na pesquisa de 1988 variaram de 0,89 a 0,92 e na nova pesquisa, de 0,89 a 0,92, indicando uma precisão muito boa. O erro padrão de medida é de cerca de 2 pontos.


Validade:

A pesquisa francesa original do D.70 encontrou correlação de 0,79 entre este teste e o D.48. Na literatura internacional são relatadas correlações entre 0,65 e 0,88 entre esses dois testes. A pesquisa brasileira de validade com o Teste das Matrizes Progressivas de Raven, Escala Avançada, encontrou correlação de 0,466 com a Série I e de 0,611 com a Série II, ambas significantes (p<0,001). Assim foi confirmada a validade do teste como medida de inteligência em universitários.